quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pequena memória

Abandonei toda a esperança.
Abandonei todos os vícios.
Nada sobrou da matança,
nenhuns desperdícios.
Nada sobrou do que fui ou do que esperei ser.

Apesar de tudo o que nunca se dilui
acabará por haver um nada que sobre
e reconforte esta fome destrutiva.

Separa-me da morte
o prazer ténue da memória de ser viva.

2 comentários:

Ishkur disse...

Ena. De remexer as entranhas. Tragicamente fabuloso...

DO SAGRADO AO PROFANO disse...

MUITO LEGAL ESSE CANTINHO.